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terça-feira, 30 de junho de 2015

Hopeless.


Ás vezes pergunto-me quando é que irá ser o suficiente, quando irá chegar o dia em que vou olhar para trás e não sentir qualquer aperto, qualquer vontade de voltar atrás e tentar mais uma vez. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015



Hoje é mais uma daquelas noites em que me perco em memórias, em palavras fruto de conversas antigas, em fotografias que tantas vezes me preencheram o coração e fizeram com que a saudade não fosse tanta. Nos dias de hoje, posso sentir saudades, mas jamais voltaria a cair no viver contigo do meu lado. Embora muitas vezes pense, queira voltar atrás, sei que iria estar a correr atrás de algo que já não existe, pois estas saudades, são de alguém que já não és tu, são de alguém que um dia foste ou transpareces-te ser. Mas sabes, à medida que vou lendo estas palavras apercebo-me de que gostei mesmo de ti, que revirei o meu mundo do avesso para assim permanecer do teu lado e fazer com que o ar à tua volta fosse mais respirável sem querer ter noção de que à minha volta tudo o resto se tornava tão tóxico, vazio e sem sentido. Embora estivesse consciente de que tu não eras para sempre, nunca me dei realmente ao trabalho de saber o que seria viver sem ti, do que iria sobrar. E não sobrou nada, apenas rancor, mágoa e assuntos por resolver. Culpo-me por ter vivido constantemente maravilhado com a tua presença, isso fez com que eu ignora-se tudo o resto e não tivesse a mínima noção do buraco fundo que estava a cavar, buraco que agora chamo de casa. Mas da mesma maneira que um dia me permiti a amar-te, hoje permito-me a lutar pela minha liberdade e bem estar. Sei que jamais te irei apagar do meu coração, tudo o resto é resto, mas as recordações, essas jamais serão apagadas e de uma forma ou de outra, tu irás estar sempre comigo. E embora pense nos dias em que ao te ter comigo me sentia mais completo. hoje simplesmente sinto-me quieto e mais uma vez, quanto a isso não mudaria nada, porque é melhor assim.

sábado, 16 de maio de 2015

You're Gone.



Já não há nada que me faça recordar os dias em que do meu lado estavas, que do meu lado vivias e esperavas pela resolução de uma vida. Já não sei. Só sei que agora posso finalmente posso dizer que foste embora. E embora haja pequenas partes tuas que ainda deixam saudades, já não choro a tua perda. Já não solto aquela lágrima diária, já não me revolto pelo que aconteceu. Aceitei os factos, aceitei a tua perda, a tua saída e agora sou mais feliz com o desfeche desta história. Estou convicto que haverá dias em que eu irei pensar que afinal continuas aqui, que continuas a viver em mim e a nutrir este meu sentimento por ti, mas da mesma maneira que irei estar convicto para saber que esses dias irão fazer parte do meu futuro, também o irei estar para entender que na altura estarás tão longe como estás agora e embora doa, passa, como tudo. 

domingo, 10 de maio de 2015

(Re)Visão.


Os lençóis da cama onde dormi meses a fio são agora retirados com lágrimas nos olhos, todas as aventuras, objectivos alcançados e lembranças são colocadas em sacos e estou pronto para ir embora.

Não olho para isto como uma derrota embora olhe para estas quatro paredes com uma mágoa que me faz sentir sufocado, mas sim como uma etapa que mesmo com os seus altos e baixos chegou ao fim. Encaro-a com um sorriso no rosto porque sei que valeu a pena. Todas aquelas perguntas que há um ano atrás me atormentavam e faziam passar noites em branco têm agora uma resposta. Esse foi o meu grande porquê, foi o meu objectivo e esse posso tomar como concluído. E embora as respostas que obtive não sejam as que hoje me fazem sorrir, são a realidade, e por muito dura que ela seja por vezes, como o próprio indica, é a realidade. 

Fui feliz, vivi muito, sorri muito, mas também chorei. E há momentos que vão ficar para sempre cravados em mim, assim como as pessoas que na minha vida entraram e de certo irão continuar a provar-me todos os dias que tudo valeu a pena. Jamais irei esquecer os momentos em que foram fortes por mim, que se disponibilizaram a ouvir a qualquer hora da noite, e aquele abraço cheio de amor que tantas vezes recebi. Foram capazes de encarar os meus erros e mesmo assim encontrarem maneiras de permanecer do meu lado mesmo que os magoados tenham sido vocês e isso valeu o mundo, acreditem que valeu. No meu coração irão ter sempre um lugar, e esse fica agora com vocês, assim como todos os sonhos por realizar, os objectivos por alcançar e as aventuras por viver. Tudo isso vou viver do vosso lado, diante de vocês, porque bem à superfície está a vossa vontade de me ver vencer e eu vou conseguir. Por vocês e com vocês.

Mas agora chegou o momento de me fechar entre quatro paredes longe daqui, a necessidade de me voltar a encontrar chama mais alto e é-me impossível continuar a ignorá-la, porque enquanto o faço só me torno mais fraco, mais incerto do que quero e qual é o meu verdadeiro caminho. E embora eu o saiba, preciso de o manter bem forte no meu coração entre o silêncio e ausência de palavras. Isso vai ser uma luta que tem que ser travada longe do local onde me vi tão fraco, tão incapaz de tomar a decisão certa na hora certa cercando-me assim de erros, de pessoas erradas e perdas incontroláveis.

A minha meta foi estabelecida e o meu encontrar também, por isso posso dizer seguramente que isto é apenas um até já. Prometo.  

sábado, 25 de abril de 2015

A year can change everything.

Tentei não pensar muito nisto, foi mais uma peça que eu fiz sempre para que se mantivesse enterrada, mas a verdade é que o tempo vai passando e com ele, algumas datas vêm ao de cima. Elas, são sempre capazes de causar e trazer alguma saudade. 

Um ano passou e torna-se catastrófico olhar para trás e ver tudo aquilo que um dia tive e de que agora apenas restam saudades. Muitas delas, foram coisas, pessoas, que ficaram pelo caminho e ao perdê-las embora que tenham sido pedaços de mim arrancados à força, na altura nunca doeu. Ficou sempre o sentido de que aqueles espaços vazios, novos episódios e novas pessoas os iriam preencher. Mas isso nunca aconteceu. Esqueci-me de quem eu era, dos meus ideais e de tudo aquilo que fazia parte da pessoa que um dia fui. E essa pessoa, esse eu, era alguém que não precisava de muito ou de um outro alguém que não aquele que fazia parte do meu dia todos os dias para ser feliz. Agora deparo-me com todas as consequências dos meu actos, que me torna a mim o único responsável. Se hoje estou sozinho, se me sinto sozinho é apenas aquilo que semeei. Engulo a solidão, a falta que aquele triângulo de pessoas me traz e limito-me a caminhar sem rumo, sem saber o que traz de novo o dia de amanhã. Não posso negar, sinto-me livre, mas nem tudo nessa liberdade traz bons sentidos, muitos deles são apenas mais peças para que me possa culpar todos os dias pelos meu erros, mas também são aprendizagens e hoje posso dizer que sou uma pessoa que jamais iria cometer os mesmos. E isso traz-me algum conforto, alguma tranquilidade e paz de espírito, algo que já há muito tempo eu não conhecia. Tudo o resto, são peças e sentimentos que vou aprendendo a lidar com, são memórias que eu irei recordar sempre com saudade. Desde os pedaços de ''esferovite'' que comias. Desde os ''nhés'' que tanto gritavas quando nada parecia fazer sentido na esperança de que um sorriso nos meus lábios fosse desabrochar. Desde os abraços apertados, ás noites em que comigo dormias. Desde as saídas, ao relembrar do que era te ter na minha vida depois de tantos anos, que era sempre tão bom. São memórias que comigo irão sempre estar, vá eu para onde for, são pedaços de mim, que aconteça o que acontecer jamais serão arrancados. Tudo o resto, é história para contar.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Almost free?




- Sinto-me curado e esta minha ''vitória'' não foi conseguida pelas melhores razões, mas sinto-me capaz de encarar o fim com um sorriso nos lábios. Finalmente.

Não sou mais prisioneiro do circulo vicioso que era te ter na minha vida constantemente desse por onde desse, libertei-me, permiti a mim mesmo uma cura que só eu poderia conseguir obter. Embora consciente de que vais deixar saudades, já não seguro qualquer corda, libertei todas elas e entreguei-as ao sabor do vento. E agora chega a minha vez de voar, e prometo que irá ser para longe.  


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

I don't know you.


As verdades continuam a chover do céu em forma de bomba, e mesmo quando eu penso que já nada mais sobra desta história, encontro mais uma vez motivos para sofrer a tua perda, involuntariamente. E uma das verdades é que por muito tempo que passe, venha eu saber tudo aquilo que aconteceu, nunca vou deixar de me desiludir com a pessoa que te revelas diante dos meus olhos. Talvez pelo facto de me ter agarrado tanto a ideia que tinha a teu respeito, que acabei por acreditar que o que via era a realidade. Mas mais uma vez, vim a descobrir que não. A realidade limita-se a debruçar um negro na tua imagem, na imagem que um dia utilizei as cores mais coloridas do arco-íris para descrever, e ver tudo isto, sufoca-me, faz-me questionar quantas mais noites vou em passar em branco, quantos mais dias vou me levantar com lágrimas nos olhos e tentar seguir para mais um dia em que tu não vais estar presente. Chego à conclusão que nunca te conheci na realidade, ou se conheci, acho que te perdeste completamente da pessoa que eras e pelo menos nesse ponto, partilhamos o mesmo luto. Mas não sei como te sentes com o que vês ao espelho, talvez agora encontres motivos de orgulho e alguma evolução interior enquanto pessoa, e se assim é, gostava de poder concordar contigo mas não consigo. Tudo aquilo que eu um dia julguei ser verdade, desde as tuas necessidades aos teus limites, revelaram-se uma mentira, e por isso mesmo não sei mais em que acreditar, não sei quem és, talvez nunca soube, e esta turbulência, este desfoque de imagem por cada vez que olho para trás, não vai terminar, porque já nada mais faz sentido. O que faz sentido, são as peças que agora encaixo, os episódios que revejo e que como resultado obtenho sempre o mesmo, mais uma mentira, mais um esquema e mais uma facada nas costas. Com isso não terei outra escolha a não ser aprender a viver, porque como disse, por muito monstruoso que te venhas a revelar, eu nunca vou deixar de me desiludir com mais uma bomba que cai do céu, porque um dia permiti a mim mesmo que estivesses aqui para sempre e assim será.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

What I gave to you, I can never get back.


A janela que pela qual agora olho encontra-se quebrada, o que faz com que tudo aquilo que eu consiga ver sob estilhaços sejam as coisas que dei de mim, na esperança de um dia obter o título que me fez sonhar dias a fio e a aguentar mais um dia. O que me aflige não são as coisas que um dia tive de abrir mão para poder estar presente na tua vida e na resolução dos teus problemas, mas sim as coisas de que os olhos não são capazes de ver, as coisas que apenas o meu coração é capaz de sentir. Desde o aperto constante, ao sufoco nas palavras, ao sangrar por simplesmente pensar. Todas esses sentimentos levam-me ao encontro da pessoa que eu era, da pessoa que eu jamais voltarei a ser. Todos os traumas, incertezas e inseguranças que em mim deixas-te, serão batalhas que eu irei ter como desafio todos os dias. Não tenho condições de lidar com elas e por isso provavelmente a minha atitude será atirar todas elas para trás das costas e esperar que percam o sentido. Sei que ao fazer, estarei a desistir de mim, dos meus sonhos, objectivos e sobretudo a minha cura, mas não faz mal, porque tu foste tudo isso e agora que aqui já não estás, não posso estar a lutar por alguém, por um ser que deixou de existir. Não vou lutar pela simples normalidade no meu dia-a-dia, porque essa desde há muito tempo que te envolve a ti. Sempre envolveu. Estou consciente dessa realidade e por isso mesmo, desisto de mim, até ao dia em que irei ter forças para me tornar em alguém novo, que embora quebrado, seja funcional, porque agora, neste momento, nada daquilo que eu sou ou me tornei faz sentido, não sem ti.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Face to Face.


E o dia de hoje ficará marcado pelo dia em que eu deixei de viver numa incerteza, numa incógnita. Obtive respostas ás minhas perguntas, não só pelas minhas perspectivas mas também pelo que os meus olhos presenciaram. A tua vida continua na mesma, a pessoa com quem tu acordas todos os dias também, tudo na tua história parece intacto, com as mesmas personagens, com os mesmos papéis, a minha é que está constantemente a mudar. Todos os dias deparo-me com novas batalhas, muitas delas ainda impossíveis de travar, o que me faz entregar ao seu desfecho e obtendo sempre o mesmo resultado, sempre a mesma situação, a de estar constantemente a recuar no tempo. Obrigo-me a reviver memórias, a reler conversas e fotografias, a relatar episódios e a chegar sempre a mesma conclusão: De que ainda não encontrei qualquer motivo para os teus comportamentos. 
Talvez nunca venha a entender, apesar de neste momento me encontrar em peças, não me vejo capaz de fazer o mesmo que fizeste, de cometer os mesmos erros, de mentir consecutivamente e dando sempre a desculpa de que o faço em forma de protecção, de elaborar esquemas e viver papéis que não são meus, a fazer-me de vítima perante situações que me parecem favoráveis de maneira a que eu posso obter o que quero. Mesmo neste estado seria incapaz de o fazer e por isso mesmo de certa forma compreendo a minha incapacidade em entender. Ainda que me considere alguém que se moldou à tua imagem, nunca irei ser uma cópia, mesmo lá chegando perto, agora olho para trás e ganho noção de tudo aquilo que deixei sem pensar duas vezes e algumas delas eu irei para sempre saborear com um arrependimento surreal. E esta é apenas mais uma certeza que junto ás poucas que ainda tenho, que mesmo inconscientemente me deixei enganar outra vez, fantasiando com episódios que te fossem trazer de volta à minha vida, criando desculpas para dar justificações à tua ausência, mesmo em segredo, mesmo sufocado, foi algo que eu guardei apenas para mim alimentando mais uma vez a esperança de que fosses voltar. Mas a verdade é que tu seguiste em frente, querendo saber apenas dos teus propósitos e objectivos, não olhas-te para trás, não quiseste saber do que deixas-te e por muito que me custe a admitir, perco a credibilidade no mundo, porque infelizmente há mesmo pessoas como tu a viver nele.    

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Lost.


Toda esta situação torna-me incapaz de afirmar que não estou perdido, que tenho a noção do caminho que percorro, pelas razões que luto, mas a verdade é que tudo se tornou tão incerto. Vejo-me constantemente ás escuras, aos encontrões com memórias que fazem cair e fracassar, a ouvir vozes que me fazem chorar e alucinar. E embora caminhe sem rumo, tenho uma certeza, apenas uma, a de que estou completamente perdido, não só de tudo aquilo que me rodeia neste momento, mas ainda mais estou de mim mesmo. Sempre fui alguém tão cauteloso, tão defensivo, tão convicto de que a minha estabilidade emocional era a minha prioridade, que agora que olho para trás e vejo que fui capaz de ignorar, de destruir todas as paredes que à minha volta construí um dia para que assim pudesses entrar, chego à conclusão que perdi a minha identidade, para assim me criar num alguém à tua imagem. Num alguém que eu pensei que fosse o suficiente, que fez tudo, que provou tudo, que ignorou constantemente as suas necessidades para assim dar prioridades ás tuas, alguém que abriu mão de bens ganhos a tanto custo na esperança de que a partir daquele momento algo com um valor incalculável fosse nascer, num alguém que perdeu amigos, batalhas e agora a guerra. E a verdade é que eu sempre me considerei em alguém forte, com capacidades para lutar sempre pelo dia seguinte, com respostas para tudo, com resoluções para tudo, mas agora... Tudo isso parece tão longe. E embora agora corra atrás de quem um dia fui, sei que é uma corrida que jamais irei vencer, porque essa pessoa, esse alguém nunca mais vai voltar a ser alcançado. Não por falta de capacidade para o alcançar, mas sim pela falta de vontade de o fingir depois. Jamais voltarei a ser a mesma pessoa, felizmente reconheço aquilo que com agora vivo todos os dias, vejo todas as feridas, todos os traumas e inseguranças que em mim deixas-te e isso torna-me incapaz de voltar a ser o mesmo. Serei alguém diferente, alguém que neste momento não conheço ou sequer consigo prever, mas quando o dia chegar eu irei estar pronto para o limar e adaptar ás pessoas que nos dias de hoje me provam que se preocupam comigo e que querem o meu bem, essas, de mim, levarão sempre o melhor. 

E agora, estejas tudo onde estiveres, lembra-te que chegas-te ao ponto de mudar a tua vida para assim poderes errar e cair, eu, mudei a minha para agora perder tudo que pelo qual eu um dia lutei. E agora com a tua felicidade, com o realizar dos teus sonhos e desejos, chegou o destruir dos meus. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Heart on Fire.


E posso dizer que começou.

Aquela falta de vontade de continuar, aquele grito constantemente na minha cabeça que não para de gritar ''agora é o fim''. Sei que cada vez que me entrego a esses pensamentos sinto-me assustado. Durante tanto tempo aprendi a viver com o tão pouco que sempre me deste que agora que esse pouco se tornou num nada, custa-me lidar com o caminho que se avizinha perante mim. Tenho medo, mas mesmo tendo, vou-me permitindo esquecer, a deixar ir tudo aquilo que me fez sorrir apenas de forma temporária, vou despindo todas as farsas que por ti tive de vestir, a sarar todas as feridas que em mim deixaste. Apenas eu sei como gostava de poder acreditar que atrás de cada lágrima que agora cai sob o meu rosto, estivesse escondido mais um episódio nesta história, que te fizesse ficar, nem que fosse apenas por mais um bocadinho, que me fizesse esquecer o facto de que o chão que agora piso, é um campo de batalha. Mas posso dizer que nem tudo foi uma perda de tempo, porque atrás de cada erro agora espreita uma aprendizagem, uma lição de vida que a muito custou eu tive de aceitar e aprender a viver com. E eu aprendi muita coisa desde o momento em que entras-te na minha vida e uma delas foi nunca ignorar a realidade, não fazer dos sonhos os pilares da nossa vida, porque esses... O que são afinal? São apenas sonhos. Meros pensamentos, meras entregas aos mais profundos desejos e só valem a pena serem desfrutados a partir do momento em que fechamos os olhos e deitamos a cabeça na almofada. No dia-a-dia? A vida vive-se de olhos bem abertos, contigo, foi uma das muitas lições que agora me fazem ter os olhos postos na vida de uma forma diferente. Talvez essa foi das maiores, porque começaste como isso mesmo, um sonho. Um sonho que se veio a tornar numa realidade, que me fez sorrir e sentir borboletas na barriga, que me fez acreditar no melhor e fazer pelo melhor, mas que agora que acabou, tornou-se no meu maior pesadelo. Por isso agora que vais, deixo-te ir. Deixo-te voar. Deixo-te ser feliz à tua maneira. Deixo-te lutar pelos teus sonhos, sem que te preocupes com os meus. E ao mesmo tempo... Deixo-me ir. Sem nunca ignorar o facto de que aqui estiveste, estás e provavelmente sempre estarás.

Mas deixo-me ir.  

domingo, 15 de fevereiro de 2015

... Will you be my valentine?


E hoje foi o dia em que todos os supostos milagres românticos acontecem. Chego ao ponto de chamar ''milagre'' a tudo aquilo que envolve a palavra amor e o porquê de o fazer revela-se diante dos meus olhos todos os dias. Foi mais um dia como qualquer outro, a conviver com a tua ausência por motivos que desconheço, ou que simplesmente ignoro, mais um dia em que assisti ao teu ignorar ás minhas necessidades para dares assim prioridades ás tuas e aquilo que sentes. Mais um dia a dar desculpas e a tentar perceber o porquê, mas sempre sem sucesso. No fundo a verdadeira resposta a essa pergunta sempre me acompanhou, todas as outras eram apenas desculpas para me ver continuado preso a ti apenas porque é mais fácil. Mas confesso que a parte que ainda resta de mim com capacidade para acreditar numa reviravolta, criou uma esperança que espreitava por entre a janela transmitindo uma luz que me fazia sentir quente, que me fazia acreditar que podia ser hoje que tudo iria mudar. Mas tudo continuou igual, continua igual, tornando este dia em apenas mais um, apenas com a diferença de que ficou o desejo em que seria muito mais fácil ignorar o despertador de manhã e continuar de olhos fechados à espera que anoitecesse. Mas fui capaz de ignorar os meus medos e colocar os pés no chão, ignorar o meu mundo que insiste em desmoronar à minha volta e seguir para um novo dia. Sempre agarrado à esperança, mesmo que em segredo, de que tudo poderia ganhar um sentido diferente que não este. Mas como disse nada mudou. Vi a minha esperança morrer à medida que as horas iam passando, vi o titulo de ''namorado'' escapar-me entre os dedos como água e fui empurrado em câmara lenta novamente para o buraco escuro que agora chamo de casa. E assim que me apercebi de que já não havia mais a descer, parei por uns momentos e desmoronei. Senti a dor, deixei que ela tomasse conta dos meus olhos, que acelerasse o meu coração, que abrandasse a minha respiração e encontrei-me despido, sem qualquer manta, sem qualquer farsa ou sorriso fingido. Todos os episódios que fizeram com que eu fosse lá parar, surgiram diante dos meus olhos e deixaram-me assim a assistir à minha vida em primeira pessoa. E tudo isso, todos esses episódios, todas as mentiras, esquemas e crueldades fazem-me questionar até que ponto é que será gratificante pensar e acreditar que um dia tu te venhas a tornar no que eu preciso, naquilo que tu falas que queres ser. Até que ponto? Até que ponto é que eu tenho que acreditar que o dia de amanhã será melhor quando tudo indica que continuo à espera de algo que jamais irá acontecer? Até que ponto? 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Done.


E hoje enquanto como tantas outras vezes viras-te costas para seguires o teu caminho para casa, dei por mim parado, tirei um momento para mim e limitei-me a ver-te desaparecer sob o horizonte. O meu coração apertou, o meu corpo tremeu e a minha pele esfriou, prometi a mim mesmo que seria das últimas vez em que tal se repetiu. Não posso mais continuar assim, não posso continuar a viver deste sonho e a esperar que um dia tu te venhas a tornar em tudo aquilo que eu um dia sonhei. Sei bem que se continuar a viver agarrado com unhas e dentes a essa esperança, só me faz sentir mais sozinho. E eu estou cansado de me sentir sozinho, de viver este sonho sozinho e esperar sozinho. Tu nunca vais ser aquilo eu eu gostava que fosses. E essa realidade nunca deixou de pairar sob os meus olhos, embora eu a tenta-se constantemente atirar para trás das costas e simplesmente limitar-me a viver mais um dia contigo do meu lado com medo que talvez seja o último, apenas porque é mais fácil. Por isso estabeleci a minha meta, estabeleci o meu fim. Saboreei o teu abraço, a tua companhia sob as estrelas e o rir das tuas piadas sem graça, sorri pela última vez, senti-te pela última vez. E à medida que estabeleço o fim desta história no meu peito, embora ele agora aperte e sinta vontade de chorar, sei que é o melhor. Sei que o melhor é me libertar destas peças sem sentido e entregar-me à liberdade de viver o dia-a-dia sem te ter no meu pensamento, de me poder deitar sob os meus lençóis e não desejar que lá estivesses para me agarrar e apertar. Deixo a mim mesmo o poder de me libertar deste amor que se tornou num ciclo vicioso, num amor em que as palavras perderam a verdade e os episódios o sentido. 

Com lágrimas nos olhos, com um aperto no coração e um nó na garganta eu agora me solto.

Into The Light

domingo, 19 de outubro de 2014

Memories.


Eu sei que o dia em que tudo isto, todo este sonho, todo este iniciar do dia com um sorriso nos lábios e aquela lágrima no canto do olho ao cair a noite, irá terminar. Irá chegar o dia em que estas memórias que temos criado serão tornadas em pó, todos estes textos perderão o sentido e eu irei ficar para sempre sem uma grande parte de mim. Sei bem disso e não me chamem pessimista ou derrotado por conseguir admiti-lo, o facto é que deixei de sonhar e acreditar que o ''para sempre'' faz parte do mundo. E por isso é que me tenho entregue ao viver um dia de cada vez com as peças que a mim atiras, desfrutando de todas as vezes em que deitas do meu lado e me fazes sentir aconchegado nestas noites de Inverno. Vou vivendo, aos poucos vou-me permitindo a ser feliz com o que tenho, sem ter que ansiar por mais, pois sei bem que no momento em que gritar por mais, tu não vais lá estar.  Acredito que desta forma, com este viver convicto do que é real e o que não é, faz não me sentir tão quebrado, tão pequeno e necessitado. Não que tenha deixado de ter as minhas necessidades, ainda sei bem o que quero e procuro, mas optei simplesmente por escondê-las na esperança de que aos teus olhos não seja um fraco, porque no meio de tudo isto, é isso que mais me assusta: Que olhes para mim como um fraco. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Never enough.



Gostava de não pensar constantemente no mesmo, simplesmente me entregar ao sabor do vento e ver no que dá. Mas não posso, não consigo. Nada do que sinto, ou que penso, deixa de fazer parte de mim, mesmo quando deito a cabeça sob a almofada e adormeço. Não consigo ignorar o facto de que por muitas vezes que eu te tenha do meu lado, irá ser o suficiente. Nunca é. A partir do momento em que agarro a tua mão, a partir do momento em que tu sobrepões o teu corpo sob o meu, não deixo de pensar no momento em que te vais embora. Não pareço ter o suficiente do teu beijo, não pareço querer deixar que deixes de me abraçar. Nunca é o suficiente... E porquê? Sei bem o que quero, o que procuro em ti e se pudesse escolher um sentido, um início para esta história, seria o para sempre. Não tenho dúvidas disso, aliás, nunca tive, e todas estas pequenas peças que pairam sobre mim apenas me provam isso, que te quero como nunca quis ninguém, que quero que estejas aqui, sempre.

sábado, 4 de outubro de 2014

Birthday Boy



E hoje é o teu dia. 
Happy Birthday!
.
E por amar-te deste jeitinho que por vezes chega a doer, 
faz-me querer estar aqui mais uma vez para o ano, 
para assim te poder desejar o mesmo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Undressed



E tudo aquilo que me passava pela cabeça naquele momento, era como tudo era tão injusto. De um momento para o outro tudo perdeu a cor e tornou-se a preto e branco, tudo à minha volta limitou-se a tonar turbulento e sem sentido. Naquele momento, senti-me completamente despido. O desespero, fez com que eu te mostrasse o meu verdadeiro eu, soltei palavras de insegurança, mostrei-te como preciso do teu apoio desta forma tão incondicional. Talvez tenhas percebido que eu não sou tão forte como ás vezes aparento, que tenho medos bem à flor da pele, embora os tente ocultar constantemente. Mantive-me totalmente vulnerável e entreguei-me ao teu abraço, deixei que me secasses as lágrimas e mantive-me intacto do teu lado. 

Quando tudo terminou, ainda fui capaz de adormecer com um sorriso nos lábios. Foi bom saber que afinal estás desse lado, mesmo que ainda seja à tua maneira. Tive a prova de que és capaz de me dar o apoio e aconchego que eu sempre ansiei. E se ainda hoje sou capaz de continuar a sorrir, foi por este episódio, que apesar de tão sombrio, me fez sentir não tão perdido no mundo, mas sim feliz, porque fazes parte do meu. 

''So one last time
I need to be the one who takes you home
One more time
I promisse after that I'll let you go
Baby I don't care if you got him in your heart
All I really care is you wake up in my arms
One last time
I need to be the one who takes you home''

*

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

The same.



E hoje tive a prova de que passe o tempo que passar, diga eu o que disser, tu vais ter sempre essa tua maneira de me encantar. O teu olhar continua o mesmo. O olhar que me faz sonhar e querer mais. As tuas palavras, que parecem não perder a magia, continuam a confortar-me nos momentos em que sinto que tudo à minha volta se limita a desmoronar. O teu abraço, continua a fazer-me sentir seguro e protegido da vida lá fora. O teu calor, faz-me sentir quente e aconchegado. Tudo continua na mesma, o teu poder em mim permanece intacto e este amor, não pára de crescer. 

E já não me importo mais com a minha imagem ao espelho, vejo-te por toda a parte, é verdade, mas ainda assim, cada um faz as suas escolhas. Eu gosto das minhas. E tu, vais ser sempre a minha escolha.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dealing with it.



Tu não queres saber, talvez nunca quiseste. 
Mas ainda assim, está tudo bem.
Chega sempre o dia em que deixa de doer.
E esse dia, irá chegar.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Aconteceu.


Aconteceu.

E não, não me arrependo, apesar de todas as vozes à minha volta me dizerem que talvez devesse. Felizmente aprendi a bloquear tudo aquilo que não me é saudável e a dar apenas ouvidos ao meu coração, porque afinal de contas, ele é que sabe. Naquela noite, limitei-me a segui-lo e acabei por concretizar um sonho, um desejo que de mim já fazia parte há muito tempo. Senti os teus lábios nos meus, as tuas mãos a segurar-me com força. a tua respiração e o sussurrar de promessas no meu ouvido, senti-me completo, feliz como nunca me tinha sentido. Foi bom acordar nos teus braços, olhar para ti e ver que mesmo depois de tudo, continuas a ser o único a quem eu sou capaz de prometer um para sempre, sem hesitar. Irá ser um momento que irei guardar para mim, até ao meu último suspiro... E se veio marcar o início ou fim de algo, eu não sei, mas posso dizer que estou feliz porque aconteceu.